Centro Cultural Bradesco no Second Life: UM ANO!
7 Oct 2008
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Em outubro, programação, tecnologia e participantes inéditos no Centro Cultural Bradesco no Second Life! Aguardem…
O Centro Cultural Bradesco dedica o mês de setembro a uma viagem criativa pelas muitas fronteiras da produção e da fruição musical, abrindo um leque maior que nos permita ir além das celebrações já exaustivas da Bossa Nova em 2008.
O foco recairá sobre as outras “bossas”, igualmente novas ou ainda vanguardistas, intensamente brasileiras mas que ainda são conhecidas por relativamente poucas pessoas, musicais mas também literárias.
A celebração da música envolve novas parcerias, como a transmissão ao vivo de um curso no Centro Universitário “Maria Antonia”. A participação especial de nomes consagrados no meio musical como Hélio Ziskind e Tunica, assim como de amadores como o analista de mercado Lui, aficcionado pelo jazz e condutor de uma trilha de conversas sobre a história do gênero.
A vivência no “Second Life” é especialmente rica nos canais de áudio, seja para música ambiente, seja para comunicação por voz ou ainda para transmissão via “streaming”. A importância da experiência auditiva num meio digital essencialmente visual será também o tema transversal a percorrer cada um dos encontros programados.
A economia mundial atravessa um dos mais difíceis momentos desde a Crise de 1929. Inflação, fracasso da Rodada Doha de liberalização do comércio, incontáveis dificuldades para fazer valer as metas de desenvolvimento humano e do Milênio, aquecimento global e fragilidade financeira nas principais economias do planeta marcam um momento em que os flagelos da guerra, da AIDS, da poluição e das carências educacionais parecem crônicos e irremediáveis.
Nesse contexto, a emergência da China como palco dos jogos olímpicos vem carregada de significados, impacto simbólico e lições de perseverança, mobilização e ousadia. O país é superlativo em tudo, diga-se a bem da verdade que tanto em aspectos louváveis quanto em dimensões inquietantes, mas é de longe a Nação que mais impetuosamente desafia uma herança milenar, uma população gigantesca e uma transformação sócio-econômica comparável apenas às grandes transições ocidentais do período renascentista e da revolução industrial.
Revolução silenciosa para uns, megapotência do Século 21 para outros, a China sem dúvida se reinventa e demonstra uma extraordinária capacidade de se reconectar de modo diferenciado aos processos de globalização econômica e cultural.
Para o Centro Cultural Bradesco, vivenciar as Olimpíadas de Pequim é também uma oportunidade extraordinária de tecer em nossas trilhas temáticas os três eixos que caracterizam nossa agenda de quase um ano de atividades: saúde e meio-ambiente, economia e política, arte e cultura. Nos três campos a China tem o que mostrar, ensinar, estimular, inspirar.
O Centro Cultural Bradesco celebra em junho o Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, promovendo um ciclo especial de oficinas, um curso de modelagem 3D e o “Rokugatsu Matsuri” ou “Festa Junina”.
A imigração japonesa ao Brasil tem seu marco na chegada do navio Kasato Maru em 1908, trazendo a bordo 781 pessoas. Os primeiros imigrantes tinham aportado pouco antes, em 1906, ano da chegada da primeira empresa japonesa ao país.
Atualmente, a colônia japonesa - imigrantes e descendentes - no Brasil é de cerca de 1,3 milhão de pessoas. O grupo de 1908 foi trabalhar em plantações de café no interior paulista. Durante a Segunda Guerra Mundial, as relações diplomáticas entre Brasil e Japão foram cortadas, seriam retomadas apenas em 1952, com a entrada em vigor do Tratado de São Francisco, restabelecendo a soberania ao Japão.
A segunda fase de relacionamento foi puxada pelo crescimento do pós-guerra e pela reconstrução da economia japonesa, logo associada a investimentos diretos no exterior pelas empresas do Japão. No Brasil,o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek servia como fator de atração.
Nas décadas de 1960 e 1970, o Japão passou a buscar parceiros alternativos, procurando superar a estreita polarização da Guerra Fria. Mas foi nos anos 70 que o Brasil ganhou foro de região estratégica, com aumento significativo da presença de capitais japoneses no âmbito dos projetos de desenvolvimento do governo brasileiro. O resultado é que, entre 1951 e 1980, o Brasil foi um dos maiores recebedores de investimentos diretos do Japão, superado somente pelos EUA e pela Indonésia.
As “décadas perdidas” de 80 e 90 praticamente trouxeram uma estagnação desse relacionamento e retração dos investimentos. A crise da dívida externa, a hiperinflação e a incerteza política afastaram os investidores nipônicos. No Brasil, a crise gerou uma impressionante onda em sentido contrário, promovendo o surgimento dos “dekassegui”, trabalhadores nipo-brasileiros que já passam de 200 mil no Japão.
Já no final dos anos 90 e decididamente no século 21 abrem-se novas oportunidades, destacando-se a adoção pelo Brasil do padrão de TV digital configurado pela indústria japonesa. Os mundos virtuais, os mercados de conteúdos e tecnologias digitais surgem agora como interessante perspectiva para a renovação de laços culturais e de negócios.
Nada mais oportuno que celebrar a amizade entre japoneses e brasileiros, retomar essa história para promover uma reaproximação potencializada pelas redes digitais que superam distâncias e facilitam a gestão do fuso horário extremo entre os dois países.
Parabéns! Omedetô Gozaimasu!
Em 1968 o mundo começou a mudar, depois de um longo ciclo de prosperidade que se iniciou com a reconstrução econômica do pós-guerra. A geração do “baby boom” tinha menos compromissos e culpas, estava mais aberta para o futuro, mas era também a primeira vítima da primeira grande crise de valores e estruturas desde a vitória das democracias capitalistas contra os regimes totalitários do nazi-fascismo.
A construção de um pacto entre os aliados, comunistas e liberais, foi decisiva na vitória do capitalismo liberal, mas gerou também reações extremas e opostas tanto no campo do anti-comunismo quanto na busca de novas revoluções esquerdistas. Assim, a Guerra Fria foi também o período de incubação do amor livre e o espetáculo dantesco dos Gulags comunistas foi também contemporâneo da reinvenção do corpo, da cultura e do prazer.
Foram 40 anos mutantes, de gradual superação da Guerra Fria e surgimento de novos impasses, crises e rupturas. Na arte, na cultura, na política. Foi o período de amadurecimento de uma consciência “ecológica”, com expansão vertiginosa do movimento ambientalista após a queda do Muro de Berlim.
A herança e a perspectiva da “herança de 68″ serão debatidos ao longo de maio no Centro Cultural Bradesco, seja pela atualização do cenário da globalização, com o lançamento de dois livros que tratam da evolução das relações políticas e econômicas internacionais, seja pelo diálogo com lideranças que fizeram a diferença, como Sérgio Dias, líder da banda “Mutantes” que participa de um bate-papo no Lounge da Conta Universitária.
Sejamos realistas, vamos re-discutir o impossível.
TPM da Terra
Terra Planeta Mulher
Terra Planeta Molhado
Terra Planeta Misterioso
Terra Planeta Mestiço
Terra Planeta Mendigo
Terra Planeta Machucado
“Se o silêncio apareceu na história como um atributo feminino, que constituía parte do suposto mistério constitutivo da mulher - e mesmo do feminino enquanto ideal - é preciso rever seu lugar e pensar a construção do lugar do silêncio no qual as mulheres foram trancadas, assim como o foram em casas, escolas, conventos e manicômios para histéricas. O silenciamento das mulheres ocorreu em momentos específicos da história e concomitante a um processo que teve vítimas em setores variados. O silenciamento teve seu modo pérfido, quando mulheres foram levadas à fogueira, e teve seu modo cínico: as mulheres foram transformadas no “belo sexo” produzido pela cultura com o apoio da filosofia e das artes. A produção do ideal do belo sexo, a propósito, é uma marca da modernidade: sua função sempre foi a de afastar as mulheres do conhecimento e da política, mais do que protegê-las da imagem do mal com que foram desenhadas”.
Marcia Tiburi
As mulheres e a filosofia como ciência do esquecimento
Masculino e feminino, zero e um, digital e analógico, desenvolvimento e sustentabilidade…as oposições binárias parecem dominar o cenário cultural contemporâneo na economia, na arte e no pensamento sobre o planeta.
Em março, o Centro Cultural Bradesco destaca a voz e as visões de mulheres especiais, artistas, pensadoras, criativas. Vamos provocar diálogos e dar idéias para um novo ciberativismo feminino no Second Life!
Uma sociedade que se reorganiza a partir da biopolítica, em escala global, usa as redes digitais como plataformas de articulação de consciências planetárias.
O avatar, a mobilidade em todas as suas formas, voar e teleportar expressam ferramentas de design mas também possibilidades criativas, trilhas próprias no intangível mundo complexo que em última análise exige de cada um de nós a construção de um mapa pessoal.
Os mapas de conhecimento pessoal, ou trilhas, começam a se consolidar numa primeira onda, no Centro Cultural Bradesco, como exercícios de liberdade e inovação.
Fechado um primeiro trimestre de experimentações ao vivo, transmissões heróicas do telecentro da plataforma de trem de São Carlos, reencenações no Second Life da peça “Bate-Papo” com exibição ao vivo no Colégio São Domingos entre outros momentos de reflexão, análise e crítica, em mais de 50 oficinas, o sentimento é de enorme surpresa.
Cresce a comunidade de avatares registrados nas trilhas do Centro Cultural Bradesco, uma base de interessados, humanos, preparados para se fazer rebentar num 2008 de construção coletiva de uma civilização biodigital.
Articuladas em três esferas, de economia e negócios, sustentabilidade e artes, as trilhas do Centro Cultural Bradesco, são um ninho de educação, tecnologia e cultura.
A edificação virtual no Second Life gira envolta pelo mapa do nosso planeta. Ao longo do primeiro trimestre de atividades, o Centro Cultural já floresce com uma teia de conteúdos, registros, vivências e trocas.
Continuaremos vivos na medida da vivacidade das redes que formamos ao tecer, cada um de nós, sua própria trilha de experiências, conhecimento e cultura.
Essa cultura biodigital reflete nossa própria capacidade de expressão e conexão por blogs, celulares, internet, IPTV, Second Life e papel em benefício tanto individual quanto coletivo, respeitando as urgências sócio-ambientais e da responsabilidade social e empresarial.
A Rede do Planeta é uma entidade que se integra numa esfera pública e civilizatória biodigital. Plataforma, ferramenta ou extensão, trata-se de uma obra coletiva com enorme potencial para forjar cada vez mais e melhores meios de convivência saudável, longeva, multiforme e criativa.
Nossos Agradecimentos especiais às dezenas de artistas, professores e consultores, estudantes e colaboradores que tornaram realidade o sonho de uma vida digital inteligente cujo Centro está em toda a parte.
Desejamos à comunidade que já se formou em torno, dentro e através do Centro Cultural Bradesco um Feliz 2008!
Gilson Schwartz
Curador
Centro Cultural Bradesco
Em dezembro o Banco do Planeta abre as várias redes de acesso ao Centro Cultural Bradesco para discutir um tema essencial da nossa época: a sustentabilidade sócio-ambiental.
As atividades começam pelo acompanhamento e transmissão ao vivo para o Auditório no Second Life e na rádio online dos debates e palestras do I Forum Internacional de Economia Criativa, uma iniciativa que conta com o patrocínio do Sebrae e do BNDES, do British Council e outras entidades e empresas mobilizadas pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.
O Centro Cultural Bradesco transmite ao vivo e com exclusividade, nessa semana, o primeiro festival multimídia da Universidade Federal de São Carlos, com debates, oficinas e shows que darão acesso a inovações e tendências em rádio, TV, cinema e arte eletrônica.
“Contato”, o nome do festival, sugere mais que conexão ou interação. Trata-se de imersão, vivência, projeto cultural que explora não apenas as interfaces, mas ações concretas capazes de promover a convergência entre tecnologia digital e criatividade.
Acontece no Rio de Janeiro, ao longo dessa semana, o “Internet Governance Forum”, iniciativa que reúne setor privado, representantes de governos e da sociedade civil de todo o mundo, sob os auspícios da ONU, para discutir a economia, a política e a cultura da internet.
A realização do Forum no Rio de Janeiro já reflete a importância do Brasil no cenário global das comunicações digitais. A programação pode ser conferida ao vivo, online, uma demonstração de que a rede global está organizada e ativa.
Já não é cenário de ficção científica a realização desses foros globais online. Ao longo da semana, o Centro Cultural Bradesco vai espelhar e produzir material inédito sobre esse importante encontro planetário.
