A entrega do Prêmio Padrão de Qualidade em B2B 2007, o mais importante e disputado no segmento B2B (business to business) do Brasil, aconteceu no dia 29 de outubro. Em “Bancos-varejo”, o vencedor pelo segundo ano consecutivo foi o Bradesco.
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Presente à mesa inaugural do II Simpósio Internacinal de Arte Contemporânea, Márcio Seligmann afirmou que a arte evidencia a crise dos limites entre o público e o privado. A arte é sempre uma tentativa de retraçar, mesmo que de modo frágil, essas bordas entre o privado e o público.
A questão do artista performer já estaria presente em Nietszche, artistas como Baudelaire já pensavam essa tensão a partir da arte como mise-en-scéne daquilo que seria a esfera mais íntima e privada de cada um de nós. A hiper-publicização da arte responde também ao impulso do artista de construir mitos de si mesmo onde torna a própria intimidade presente na esfera pública. A reflexão foi motivada por uma pergunta da platéia: como converter espaços públicos de meros espaços de circulação física em espaços de reflexão.
O curador da Dcumenta 12, Roger Martin Buergel, afirmou no debate inaugural do II Simpósio Internacional de Arte Contemporânea que a censura é um dos principais desafios à produção artística contemporânea intensiva no uso e criação de meios digitais.
A “estratégia institucional” de Buergel consiste em “se afastar das estruturas institucionais e ir lá onde elas não existem”. A base dessa atitude é o princípio de que “a única maneira das instituições sobreviverem é se expandirem, se extenderem”.
A atração de forma ativa de outros públicos e a mobilização estética além da arte, atitudes como mudar de profissão, fazer duas outrês coisas diferentes para alcançar outro nível, aumentar a sua riqueza de experiências, completou o pensador e curador na abertura dos debates sobre “Espaço, Aceleração e Amnésia”, no Paço das Artes.
Roger Martin Buergel nasceu em Berlim em 1962 e mora em Viena, Áustria. Foi nomeado Diretor Artístico da Documenta 12 em dezembro de 2003. Esse grande evento da arte contemporânea mundial, sediado na cidade alemã de Kassel, ocorrerá de 16 de junho a 23 de setembro de 2007 (informações mais completas podem ser obtidas no portal do Forum Permanente, um dos mais bem sucedidos projetos da Incubadora de Conteúdos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP).
Na década de 80, Buergel estudou cultura, filosofia e ciências econômicas em Viena. Inicia sua carreira de professor universitário em 1990 como tutor em Teoria do Cinema no Departamento de História da Universidade de Viena. Na esfera acadêmica, desenvolve pesquisa e ministra cursos de graduação e pós-graduação em arte moderna e contemporânea. Pesquisador convidado no MIT e na Universidade da Califórnia entre 1997 e 1999. Desde 2001 leciona Teoria Visual na Universidade de Lüneburg, Alemanha.
Principais curadorias:
* 2003 Die Regierung [O Governo], exposição itinerante promovida pela Galeria de Arte da Universidade de Lüneburg, Alemanha. Co-curadoria de Ruth Noack. Foi hospedada pelas seguintes instituições européias: Macba (Museu d’Art Contemporani Barcelona), Witte de With, Center for Contemporary Art, Rotterdam, e Secession Vienna (até 2005). Artistas convidados: Ibon Aranberri, Maja Bajevic, Graciela Carnevale, James Coleman, Alice Creischer, Maya Deren, Ines Doujak, Patrick Faigenbaum, Andrea Geyer, Jean-Luc Godard, Dmitry Gutov, Sanja Ivecovic, Emily Jacir, Rainer Oldendorf, Florian Pumhösl, Alejandra Riera, Dierk Schmidt, Allan Sekula, Andreas Siekmann, Simon Wachsmuth.
* 2003 Formen der Organisation [Formas de Organização], Galeria da Academia de Artes Visuais de Leipzig, Co-curadoria de Ruth Noack. Artistas convidados: Simon Wachsmuth, Latifa Echakhch, Lisl Ponger, Andrea Geyer/Sharon Hayes, Ines Doujak, Peter Friedl, Dirk Schmidt, Andreas Siekmann.
* 2001 The Subject and Power (the lyrical voice) [O sujeito e o poder] no CHA de Moscou, Rússia. Artistas convidados: Eleanor Antin, Songül Boyraz, Alexander Brener/Barbara Schurz, Alice Creischer, Ines Doujak, Róza El-Hassan, Peter Friedl, Andrea Geyer, Dmitry Gutov, Tatiana Hengstler, Matthias Herrmann, Franz Kapfer, Max Karakulov, Anataloy Osmolovsky, Kirill Preobrazhensky, Alejandra Riera, Dierk Schmidt, Allan Sekula, Andreas Siekmann, Imogen Stidworthy, Caecilia Tripp, Simon Wachsmuth, Olivier Zabat.
* 2000 Dinge, die wir nicht verstehen [Coisas, que nós não entendemos], Galeria da Fundação Generali, Viena. Co-curadoria de Ruth Noack. Artistas convidados: Eleanor Antin, Ines Doujak, Harun Farocki, Peter Friedl, Inigo Manglano-Ovalle, Nina Menkes, Alice Ohneland, Alejandra Riera.
Principais publicações
* Dinge, die wir nicht verstehen/Things, we don’t understand, Exhib.Cat., Vienna 2000
* Abstrakter Expressionismus. Konstruktionen ästhetischer Erfahrung. An anthology about American post-war painting with contributions by Leo Bersani/Ulysse Dutoit, Marcia Brennan, Roger M. Buergel, Anna C. Chave, Don deLillo, Elaine de Kooning, Michael Leja, John O’Brian, Fred Orton, Deirdre Robson, Parker Tyler and Anne Wagner
* Peter Friedl, Dresden und Amsterdam 1999.
“Toda crítica começa com a crítica da gravidade. Os discursos flutuam no ar e é ali que se deve buscá-los”. Essa frase de Peter Sloterdijk serve de epigrafe à Introdução do livro “Linguagens líquidas na era da mobilidade”, de Lúcia Santaella.
Dizem que as redes são jogos de espelhos. O copyleft da epigrafe ao livro em questão confirma: a frase do filósofo espelha premonitoriamente o que vivemos no Centro Cultural Bradesco ao longo desses primeiros trinta dias de experimentação - que se pretenderá permanente, incessante, colaborativa.
Mais de 30 horas de falas, outras centenas de imagens e vídeos que começam a ocupar espaço no YouTube, a participação de lideranças no Brasil contemporâneo como Kátia Militello, Grace Gianoukas e Jacques Marcovitch, a parceria imediata e colaborativa de instituições como a USP, a PUC-SP, a ESPM confirmam a força do Centro Cultural Bradesco como um centro de gravidade que no entanto faz da sua própria leveza o princípio e a alavanca com a qual se pretende iluminar centros, pólos, espaços e movimentos culturais de toda ordem em qualquer lugar do território nacional e mesmo superando fronteiras nacionais, como na realização de Oficinas ao vivo com pesquisadores e artistas de Paris e Los Angeles, em outubro.
A vida contemporânea muito frequentemente achata o tempo e cabe à arte, à ciência e à cultura reconstruir nossa experiência de inserção, projeto e trilha, seja material e tangível, seja dessas que traçamos pelo ar.
A capacidade de vivenciar emoções através de relatos é tão velha quanto a humanidade. A emoção do relato audiovisual que ao seu próprio modo os ícones do Second Life proporcionam representa uma fronteira do desenvolvimento da própria linguagem.
A equação acima resume a provocação curatorial do II Simpósio Internacional de Arte Contemporânea, com transmissão ao vivo pela IPTV USP e flashes, entrevistas e comentários no blog do Centro Cultural Bradesco no Second Life, nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2007. O evento é uma iniciativa do Paço das Artes e do Forum Permanente.
[arte e pensamento na contemporaneidade]
II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA
O destaque dessa semana é o eventgo promovido pelas instituições Paço das Artes e o Forum Permanente com transmissão ao vivo pdla web (IPTV da USP): II Simpósio Internacional de Arte Contemporânea.
O evento inclui o lançamento do livro “Linguagens Líquidas na Era da Mobilidade”, de Lúcia Santaella, publicado pela Editora Paulus.
O II Simpósio Internacional de Arte Contemporânea busca fomentar a reflexão e difusão do conhecimento relacionado à arte contemporânea em âmbito internacional.
Com inscrições abertas ao público em geral, trata-se de uma oportunidade de discutir com artistas, críticos, curadores e profissionais de destaque do circuito nacional e mundial sobre os caminhos da produção artística na contemporaneidade.
Esta edição girará em torno da questão da espacialidade e de como a arte se configura (ou reage) neste tempo de aceleração crescente e avesso à memória.
A oficina “Cenários e Tendências” aborda nesta semana um tema que ganhou destaque na reunião do FMI e Banco Mundial ocorrida há poucos dias em Washington: os chamados fundos de riqueza soberana.
Os fundos mais antigos remontam a 1953. Atualmente, o número de fundos é maior, assim como o total de recursos em caixa: eles controlam cerca de US$ 2,2 trilhões, com US$ 2,1 trilhões nos 20 maiores fundos. Os sete maiores pertencem (por ordem estimada de valor) a Abu Dhabi (US$ 625 bilhões), Noruega (US$ 322 bilhões), Cingapura - GIC (US$ 215 bilhões), Kuait (US$ 213 bilhões), China (US$ 200 bilhões), Rússia (US$ 128 bilhões) e Cingapura Temasek (US$ 108 bilhões). Por definição, esses fundos existem porque um país tem excedente de poupança com relação a investimentos e o dinheiro vai parar nas mãos do governo.
No Brasil, o tema é objeto de nova divergência entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central. As suas manifetações ocorreram ontem, no encerramento do encontro bianual do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, em Washington.
O tema será abordado pelo Curador do Centro Cultural Bradesco no Second Life, Gilson Schwartz, na oficina Cenários e Tendências, nesta segunda-feira às 18 horas com reapresentação na quinta-feira às 16 horas e na sexta-feira às 11 horas (em inglês).
A proximidade entre o Second Life e o teatro é evidente. As máscaras da comédia e da tragédia, vistas do metaverso, poderiam ser reconhecidas como precursoras da própria idéia de “avatar”. A representação é essencial ao funcionamento da web 3D.
O Centro Cultural Bradesco inicia suas atividades dando espaço crescente ao teatro em suas várias manifestações. Na semana passada, com reapresentações programadas nos próximos dias, estivemos presentes ao lançamento do livro “Diários de Voltaire de Souza”, do jornalista e sociólogo Marcelo Coelho, no Bar e Restaurante Barão da Itararé, onde ocorreu uma divertidíssima leitura dramática em que o autor ganhou seu primeiro avatar. Ou melhor, segundo avatar, pois o próprio Voltaire de Souza já representa uma espécie de “avatar” do intelectual Marcelo Coelho.
A aproximação entre o Centro Cultural Bradesco no Second Life e o teatro prosseguirá sob formas variadas, incluindo oficinas como o destaque dessa semana, com Grace Gianoukas, a mais importante referência brasileira na linha cômica, do tipo “stand up comedy”, criadora da já antológica “Terça Insana”.
Na semana seguinte, o “palco” do Second Life será ocupado por uma peça inteira, cuja representação ao vivo e no metaverso não poderia ser mais apropriada: “Bate Papo”, do irlandês Enda Walsh, autor inédito nos palcos brasileiros, foi descrita pela crítica Kate Kellaway do jornal The Observer como: “Inteligente, engraçada e desconfortável. Para fazer pensar platéias de todas as idades.” No Brasil, a peça é levada pela Cia. Arthur-Arnaldo, no espaço Satyros, na Praça Roosvelt, a nova meca da cena teatral paulistana.
Marcelo Coelho, Grace Gianoukas, Cia. Arthur-Arnaldo: o Centro Cultural Bradesco abre espaço para a mais presencial e analógica das artes. Mais uma iniciativa inovadora de um projeto que nasceu para surpreender, educar e divertir.
O Centro Cultural Bradesco transmite nessa semana ao vivo o Congresso “América, Américas – Arte e Memória”, organizado pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo.
O encontro busca contemplar produções artístico-culturais que trabalham com a convergência de linguagens estéticas e históricas, tais como obras de arte, patrimônios culturais, monumentos arquitetônicos, museus, acervos, coleções, documentos, entre outros. Essas produções conjugadas podem criar condições para o aperfeiçoamento da pesquisa artística nacional e intercâmbios internacionais, subsidiado por propostas multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares.
O evento tem como objetivo divulgar, registrar e acompanhar debates ligados à questão da memória, transformando-os em subsídios para a pesquisa científica, pretendendo abranger interfaces da arte nacional e internacional, particularmente idéias estéticas e a produção artística das Américas. Dada a complexidade temática, “América, Américas – Arte e Memória” propõe mais uma pauta de questões para serem refletidas do que um conjunto de respostas previamente definidas.
“América, Américas” é, claramente, uma designação de sentido político e cultural, indicando as multiplicidades desse território. Compreende países da América do Norte e do Sul, América Central, Caribe e Antilhas. A noção de diversas “Américas” parte da possibilidade de elaborar uma alternativa crítica que inscreve uma metáfora, expressando suas buscas, utopias e desencontros. A coordenação geral do Congresso é da Profa. Dra. Elza Ajzenberg.
Confira na Agenda os horários e acompanhe pelo Centro Cultural Bradesco no Second Life ou pela Rádio do Centro Cultural Bradesco (clicar em “Listen”).
Fonte: O Globo e Agências internacionais
MADRI - A IBM e a californiana Linden Labs, criadora do mundo virtual em três dimensões Second Life, anunciaram um acordo para permitir, entre outras coisas, que os usuários de internet criem personagens virtuais (avatar) universais, capazes de serem usados em diferentes mundos online em 3D.
A idéia é que os usuários possam transportar seus “corpos” para outros universos virtuais, mantendo características como nomes, aparência e qualidades, além de pertences e certificados de identidade - como uma espécie de passaporte virtual, informou a IBM em comunicado. Atualmente, os usuários que criam um personagem, ou avatar, em um mundo virtual gastam cerca de uma hora no processo de cadastro e criação e não podem levar essa identidade com eles para novos serviços ou “mundos”.
O objetivo é integrar à internet atual novos mundos virtuais que “se falam”, através da criação de novos formatos e protocolos baseados em softwares abertos, soluções capazes de ampliar e popularizar o uso de mundos em três dimensões na internet, informaram as companhias.
O Second Life é um dos líderes no mercado de mundos virtuais - com cerca de meio milhão de usuários ativos - mas já existem outros ambientes 3D, como o Kaneva, ainda em fase beta e que permitirá combinar as características da web em três dimensões com redes sociais, como o MySpace, Facebook e o YouTube.
A Linden Labs, criadora do Second Life, está apostando que um sistema aberto recompensará os mundos interessantes atraindo mais usuários, e punirá os tediosos com uma fuga de internautas. Mas um sistema de passaportes virtuais como esse pode levar anos para ser desenvolvido, caso não termine vítima, antes disso, dos conflitos de interesses que ocasionalmente sufocam os esforços de desenvolver padrões para o veloz setor de tecnologia.

