Agenda - Abril - 2008

1 Apr 2008

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Second Life: Imaginário X Simbólico X Real?

Em abril, uma oportunidade para os avatares se refletirem no espelho da psicanálise.
O Centro Cultural Bradesco, em parceria com o Instituto de Psicanálise Lacaniana, promove uma jornada de introdução à psicanálise de Jacques Lacan. As aulas serão transmitidas ao vivo para o Auditório da Ilha Bradesco.

Sábado, 12 de abril de 2008

O que é a psicanálise de Jacques Lacan?

Coordenação Geral: Jorge Forbes

Coordenação do Curso: Ariel Bogochvol
O curso apresenta, sinteticamente, os fundamentos do percurso de Lacan, iniciando com as formulações sobre a fase do espelho nos anos 30, analisa a virada estruturalista dos anos 50, quando Lacan formaliza o registro simbólico e efetua o ‘retorno a Freud’, e conclui com a torção promovida nos anos 70 pela experiência do real e pela abordagem topológica.
Para balizar esta trajetória, o curso se apóia nas noções de imaginário, simbólico e real – os três registros lacanianos - e na hipótese da existência, em Lacan, de duas clínicas: do Simbólico e do Real.

9h00 Quem foi Jacques Lacan?

Esboço de uma vida. A formação psiquiátrica, filosófica, literária. O retorno a Freud e para-além de Freud. Participação e ruptura com a IPA. Fundação e Dissolução da Escola Freudiana de Paris. Dissidências. A Escola da Causa Freudiana. A orientação lacaniana. Heranças. A psicanálise no mundo.

Jorge Forbes

9h45 Qual o percurso de Jacques Lacan?

Um percurso descontínuo. Lacan com e contra Lacan. Conservação e mudança de paradigmas. Periodizações do ensino. Imaginário, simbólico e real. Psiquiatria, etologia, antropologia, lingüística, lógica, topologia. Lacan e o pensamento contemporâneo.

Jorge Forbes

11h00 O Que é o Imaginário?

O eu na teoria freudiana. A fase do espelho. Narcisismo. O eu e o outro. Eu, eu ideal, ideal do eu. O eixo imaginário. O mundo animal. Intersubjetividade, Agressividade e Erotismo. A dialética do senhor e do escravo. Palavra vazia e palavra plena.

Elisabeth Almeida

11h45 O Que é o Simbólico?

A subversão do sujeito. A releitura estruturalista.. O Inconsciente estruturado como uma linguagem. O Inconsciente é o discurso do Outro. Um significante representa um sujeito para outro significante. As formações do Inconsciente. O Édipo não é anedótico, é estrutural A metáfora paterna e o nome-do-pai. Bejahung e Verwerfung. Clínica estrutural.

Claudia Riolfi

14h30 O Que é o Real?

A experiência do real no tratamento analítico. O real como impossível: o que não cessa de não se inscrever. O que não tem nome nem nunca terá. O objeto a e o real. Os paradigmas do gozo. Sintoma como gozo. Defesas contra o real. Para além do Inconsciente. Desabonados do Inconsciente. O analista como o real.

Ariel Bogochvol

15h15 A Primeira Clínica de Lacan

Retorno a Freud. As estruturas freudianas – neurose, psicose e perversão. Uma clínica do sujeito e do Outro. Uma clínica edípica: presença ou forclusão do Nome-do-Pai. As modalidades do desejo. O sintoma decifrável. O saber e a verdade. O sujeito suposto saber.

Leny Mrech

16h30 A Segunda Clínica de Lacan

Uma nova topologia. Para-além de Freud e para-além do Édipo. Pluralização dos Nomes-do-Pai. O que escapa à simbolização. O corpo que goza. O sintoma transparente e o sintoma opaco. O sintoma como gozo e como identificação. O Outro não existe, logo, a responsabilidade.

Jorge Forbes

17h15 As Direções do Tratamento

Diagnóstico e prognóstico. O percurso de uma análise. A entrada em análise. Retificação subjetiva. A transferência. Finalidades e finais de análise. O Desejo do Analista. Interrupções da análise. Efeitos terapêuticos rápidos. Práticas terapêuticas coletivas. Destinos do sintoma, do fantasma e da transferência. A análise didática. A experiência do passe. Escola e outras instituições.

Jorge Forbes

18h00 Conclusões e Debates

19h Encerramento

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