Maio de 68 - 40 Anos Mutantes Depois
O Centro Cultural Bradesco celebra o “ano que nunca acabou” com um ciclo de debates e exposições ao longo do mês de maio. Para abrir o ciclo, Renato Borghi, referência criativa no teatro brasileiro desde os inquietos anos 60. Sergio Dias, líder da banda “Mutantes”, revisita a história e as perspectivas de uma geração que ousou mudar o mundo num encontro-performance ao vivo no Lounge da Ilha Bradesco. Eugenio Bucci, jornalista e professor, discute as heranças de “maio de 68″ na cultura política, filosófica e social.
10 de maio, 14 horas
Abertura do Ciclo “Maio de 68 – 40 Anos Mutantes Depois”,
com Renato Borghi, ator e dramaturgo
13 de maio, 20 horas
Sergio Dias, líder da banda “Mutantes”.
No Lounge da Conta Universitária na Ilha Bradesco no Second Life.
23 de maio, 19 horas
Eugenio Bucci, jornalista e professor
Lançamento de Livros no Centro Cultural Bradesco
História da Paz
14 de maio, 20 horas
Bate-papo com os autores do livro organizado por Demétrio Magnoli, colunista do jornal “O Estado de S.Paulo” e editor do boletim “Mundo – Geografia e Política Internacional”. Ao Vivo, da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.
Democracia racial, do discurso à realidade
20 de maio, 21 horas
Bate-papo com o autor do livro, Vinicius Rodrigues Vieira. O livro resulta de pesquisas realizadas o programa programa “Raça, Desenvolvimento e Desigualdade Social”, sediado na Faculdade de Administração da USP em parceria com o “Center for Latin American and Iberian Studies” (Clais) da Vanderbilt University, em Nashville, EUA.
Brasil Globalizado
Bate-papo com os organizadores do livro, Octavio de Barros e Fabio Giambiagi.
26 de maio, 18 horas
Mundo Teatral
Novo ciclo traz ao Centro Cultural Bradesco os atores, diretores e técnicos de alguns dos principais espetáculos em cartaz no Brasil. Para abrir o ciclo, vamos promover a discussão da obra “Ensina-me a Viver”. Numa época marcada por notícias chocantes envolvendo amor, violência e família, o Centro Cultural Bradesco promove um encontro com o ator Arlindo Lopes que, ao lado de Glória Menezes, protagoniza “Ensina-me a Viver”, uma adaptação do filme “Harold and Maude”, de Colin Higgins, no Teatro FAAP, com direção de João Falcão.
Arlindo Lopes é carioca e fez sua estréia profissional nos palcos em 1999, com “Um Homem Chamado Shakespeare”, sob a direção da crítica de teatro Bárbara Heliodora. Participou de montagens marcantes como “Laranja Mecânica” , “Trainspotting” (Prêmio Shell de melhor direção), “Alice Através do Espelho”, “Marat-Sade” e”Fausto Gastrônomo”. Na televisão, partcipou de programas como “A Grande Família”, “A Diarista” e na minissérie “Amazônia”. Em cinema, participou do longa-metragem “Cazuza - O Tempo não Pára” de Sandra Werneck e Walter Carvalho.
Bate-papo com Arlindo Lopes sobre a peça “Ensina-me a Viver”.
Ao vivo, 19 de maio, às 20 horas, no Centro Cultural Bradesco no Second Life.
Por muitas vezes o usuário do Second Life fica com vontade de visitar um lugar diferente e repleto de outras pessoas para ver e ser visto. O problema é que dentro do programa, a opção “lugares populares” só indica os lugares com mais visitação, ou seja: espaços repletos de “camping chairs”, com avatares remotos para fazer dinheiro fácil, shoppings e salas de orgias. A Linden resolveu acabar com isso, e para valorizar lugares interessantes de verdade, lança a partir das próximas semanas uma nova ferramenta chamada Showcase.
A idéia e oferecer aos usuários uma lista de lugares indicados pelos próprios habitantes do metaverso e aprovados pela Linden. Em 2004, a empresa havia tentado uma tática semelhante aproveitando as dicas dos usuários, mas houve reclamações de “favoritismo” por parte da Linden. Para Jeska Linden, chefe de Desenvolvimento de Produtos, “pode parecer que estamos andando para trás, mas não é bem isso”.
O conceito de medir a popularidade por freqüência criou uma cultura de “dinheiro grátis” que incomodava os usuários sérios e estava longe do ideal do Second Life. Agora, a ferramenta divide os lugares para se visitar em categorias como músicas, arte, compras e eventos. Sendo assim, a informação é muito mais valorizada do que o “tráfego” de avatares, que pode crescer artificialmente com o excesso de “acampamentos de dinheiro” e pouca qualidade de desenvolvimento criativo.
A ferramenta Showcase estará disponível na versão “beta” dentro de duas ou três semanas para quem possui o client “release candidate”, e dentro de seis semanas estará funcionando plenamente em todas as versões do Second Life. A notícia surtiu um efeito positivo entre os usuários do mundo virtual que vêem nesta nova medida uma maneira coerente de acabar com os avatares “remotos” e estimular a exploração do metaverso.
Fonte: Second Life Informa, Blig.
Em 1968 o mundo começou a mudar, depois de um longo ciclo de prosperidade que se iniciou com a reconstrução econômica do pós-guerra. A geração do “baby boom” tinha menos compromissos e culpas, estava mais aberta para o futuro, mas era também a primeira vítima da primeira grande crise de valores e estruturas desde a vitória das democracias capitalistas contra os regimes totalitários do nazi-fascismo.
A construção de um pacto entre os aliados, comunistas e liberais, foi decisiva na vitória do capitalismo liberal, mas gerou também reações extremas e opostas tanto no campo do anti-comunismo quanto na busca de novas revoluções esquerdistas. Assim, a Guerra Fria foi também o período de incubação do amor livre e o espetáculo dantesco dos Gulags comunistas foi também contemporâneo da reinvenção do corpo, da cultura e do prazer.
Foram 40 anos mutantes, de gradual superação da Guerra Fria e surgimento de novos impasses, crises e rupturas. Na arte, na cultura, na política. Foi o período de amadurecimento de uma consciência “ecológica”, com expansão vertiginosa do movimento ambientalista após a queda do Muro de Berlim.
A herança e a perspectiva da “herança de 68″ serão debatidos ao longo de maio no Centro Cultural Bradesco, seja pela atualização do cenário da globalização, com o lançamento de dois livros que tratam da evolução das relações políticas e econômicas internacionais, seja pelo diálogo com lideranças que fizeram a diferença, como Sérgio Dias, líder da banda “Mutantes” que participa de um bate-papo no Lounge da Conta Universitária.
Sejamos realistas, vamos re-discutir o impossível.

