O Centro Cultural Bradesco celebra em junho o Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, promovendo um ciclo especial de oficinas, um curso de modelagem 3D e o “Rokugatsu Matsuri” ou “Festa Junina”.
A imigração japonesa ao Brasil tem seu marco na chegada do navio Kasato Maru em 1908, trazendo a bordo 781 pessoas. Os primeiros imigrantes tinham aportado pouco antes, em 1906, ano da chegada da primeira empresa japonesa ao país.
Atualmente, a colônia japonesa - imigrantes e descendentes - no Brasil é de cerca de 1,3 milhão de pessoas. O grupo de 1908 foi trabalhar em plantações de café no interior paulista. Durante a Segunda Guerra Mundial, as relações diplomáticas entre Brasil e Japão foram cortadas, seriam retomadas apenas em 1952, com a entrada em vigor do Tratado de São Francisco, restabelecendo a soberania ao Japão.
A segunda fase de relacionamento foi puxada pelo crescimento do pós-guerra e pela reconstrução da economia japonesa, logo associada a investimentos diretos no exterior pelas empresas do Japão. No Brasil,o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek servia como fator de atração.
Nas décadas de 1960 e 1970, o Japão passou a buscar parceiros alternativos, procurando superar a estreita polarização da Guerra Fria. Mas foi nos anos 70 que o Brasil ganhou foro de região estratégica, com aumento significativo da presença de capitais japoneses no âmbito dos projetos de desenvolvimento do governo brasileiro. O resultado é que, entre 1951 e 1980, o Brasil foi um dos maiores recebedores de investimentos diretos do Japão, superado somente pelos EUA e pela Indonésia.
As “décadas perdidas” de 80 e 90 praticamente trouxeram uma estagnação desse relacionamento e retração dos investimentos. A crise da dívida externa, a hiperinflação e a incerteza política afastaram os investidores nipônicos. No Brasil, a crise gerou uma impressionante onda em sentido contrário, promovendo o surgimento dos “dekassegui”, trabalhadores nipo-brasileiros que já passam de 200 mil no Japão.
Já no final dos anos 90 e decididamente no século 21 abrem-se novas oportunidades, destacando-se a adoção pelo Brasil do padrão de TV digital configurado pela indústria japonesa. Os mundos virtuais, os mercados de conteúdos e tecnologias digitais surgem agora como interessante perspectiva para a renovação de laços culturais e de negócios.
Nada mais oportuno que celebrar a amizade entre japoneses e brasileiros, retomar essa história para promover uma reaproximação potencializada pelas redes digitais que superam distâncias e facilitam a gestão do fuso horário extremo entre os dois países.
Parabéns! Omedetô Gozaimasu!
Avatares do Centenário
Parceria do Bradesco com a Cidade do Conhecimento da USP
e iG, Kaizen Games, Metamidiadigital e Livraria Cultura
Oficinas, Curso e “Rokugatsu Matsuri” (Festa Junina)
Colaboração e Competição: Lições da História Japonesa
Maria Tereza Fleury, FEA-USP e Afonso Fleury, POLI-USP
10 de junho, 20 horas
Trabalho e Gênero no Japão
Helena Hirata, CNRS (Paris)
11 de junho, 17 horas
Jardim Japonês, Cerimônia do Chá, Estampas e Kimonos
Roseli Bizari
20 e 23 de junho, 20 horas
Japonesas em S.Paulo, Paris e Tóquio
Nadya Araujo Guimarães
17 de junho, 15 horas
A Escultura Budista
Fernando Carlos Chammas
18 de junho, 18 horas
Existe um modelo de produção japonês?
Mario Salerno, Engenharia de Produção, POLI-USP
27 de junho, 20 horas
Fomento a Conteúdo Digital: a experiência de Santo André
Edgar P. Cezar, Diretor de Relações Internacionais, Prefeitura de Santo André
26 de junho, 18 horas
Games e Economia dos Mundos Virtuais no Japão e na Ásia
Joshua Fouts, Dancing Ink, Nova York e Celso Singo, Fluxstreets, Tóquio
27 de junho, 20 horas
A Mulher Japonesa: Mitos e Ícones
Yumi Garcia dos Santos
30 de junho, 20 horas
CURSO LIVRE Modelagem 3D sobre o Centenário da Imigração Japonesa
Atividade oferecida por Bradesco e Cidade do Conhecimento da USP
em parceria com iG, Kaizen Games e Metamidiadigital
Objetivo: Introduzir conceitos, contexto histórico e perspectivas estéticas, tecnológicas e comerciais da produção audiovisual japonesa contemporânea voltada para os mercados de conteúdos digitais, promovendo a realização de oficinas práticas para a criação de conteúdo para o Second Life alusivo ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
Aula 1: História da Cultura Japonesa - Mitos, Preconceitos e Perspectivas
Aula 2: Ideogramas e Iconografia Japonesa Contemporânea
Aula 3: História da Estética e do Audiovisual no Japão
Aula 4: Modelagem 3D no Second Life - primeiros passos
Aula 5: Inventário de objetos e vestuário
Aula 6: Criação e edição de objetos e adereços
Aula 7: Introdução à Programação LSL
Todas as aulas terão Exercícios e Pesquisas em Ilhas Temáticas Orientais.
Período de Realização: 8 a 14 de junho
Faça a sua Inscrição!
Locais de Realização: Centro Cultural Bradesco, Cidade do Conhecimento 2.0, Ilha da Imigração Japonesa e Ilha Búzios no Second Life
Rokugatsu Matsuri – Festa Junina
18 de Junho – 20 horas
Uma festa junina onde se misturam as tradições japonesa e brasileira. Caça ao Tesouro, Cosplay Digital e Concurso “Avatares do Centenário” com prêmios oferecidos pela Livraria Cultura!
Muitos profissionais cultivam uma “Second Life” ou “segunda vida” artística. Em junho, o Centro Cultural Bradesco inaugura um espaço para que esses talentos possam crescer e aparecer.
Luiz Tarcísio é um médico respeitado e com ampla experiência, mas também com talentos bossanovistas na composição e na interpretação. Boris Karlik é administrador de empresas, mas desde criança também se encantou com a Bossa Nova.
Para celebrar a Bossa Nova e juntar os amigos no Second Life, esses talentos cruzados estarão no Lounge Universitário do Centro Cultural Bradesco em junho.
Venha curtir a Bossa Nova recriada por talentosos profissionais no Lounge do Centro Cultural Bradesco.
Boris Karlik, 19 de junho, 21 horas.
Luiz Tarcisio, 26 de junho, 21 horas.
